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Café sustentável

Café sustentável

Paisagen de uma plantacao de cafe

Minha relação com o café é desde criança. Todos os anos meus pais visitavam meus avós maternos numa cidadezinha do interior de São Paulo. A cidade onde nasci, mas que vivi só o primeiro ano da minha vida, pois meus pais vieram para cidade grande em busca de oportunidades.

Todas as férias escolares estávamos lá, na casinha de madeira, com um quintal enorme de terra e um paiol. Era lá, nesse paiol, onde estava o ouro preto, os grãos de café que minha avó torrava e depois moía no moedor de café manual, daqueles de ferro, bem antigo. Todas as vezes era assim… depois de viajar quase 600km eu chegava, dava um abraço nos meus avós e já ia direto pro paiol pra moer o café. Ali eu passava horas, sentindo aquele cheiro que exalava do café no moedor. Logo depois, não via a hora da minha avó passar um cafezinho para eu saborear essa bebida que me agrada desde a infância.

O café sempre foi algo que me lembra simplicidade, porque minhas origens são simples. As técnicas de produção de café eram simples. Para o cultivo das plantas eram necessárias apenas enxadas e foices. A colheita era feita manualmente pelos colonos, que, após essa tarefa colocavam os grãos do café para secar em terreiros. Uma vez seco, o café era beneficiado, retirando-se os materiais que revestiam os grãos através de monjolos, máquinas primitivas de madeira formadas por pilões socadores movidos a força d’água. Um processo que era feito com cuidado e carinho. Meu pai e sua família (meus avós e tios) eram colonos, moravam em colônia e cuidavam da plantação de café do proprietário. Eu cresci ouvindo as histórias do meu pai quando trabalhava ainda criança no cafezal.

O café em meados do século XX, já foi algo muito valioso, tornando-se moeda. A produção cafeeira superou a produção açucareira, transformando o café no principal produto de exportação do Brasil. Os grandes latifundiários, produtores de café, os chamados “Barões do café”, enriqueceram e a cidade de Campinas chegou a concentrar 15% da produção nacional da bebida. Anos se passaram e o café que me remete à lembrança mais simples da minha infância, se tornou uma bebida ainda mais admirada, atingindo todas as classes, pois é a bebida que a gente encontra em qualquer cantinho da cidade, seja na casa do vizinho, na padaria, num botequinho, ou até em bistrôs, empórios e cafeterias renomadas.

O café Kaynã é produzido com grãos da variedade arábica, em um processo de cultivo que além da alta qualidade da bebida tem compromisso social e ambiental, produzindo um café sustentável. O café sempre vai ser café, seja aquele feito no coador de pano pela minha avó, na cafeteira, na máquina de expresso… não importa a maneira que o seu café seja preparado, pois o café é acolhedor, é sinônimo de receptividade e nos proporciona encontros e reencontros para contar histórias. Pra mim, o café dá a sensação de bem estar, só o cheiro dele me faz ter boas lembranças de uma época que não volta mais, mas ao beber café posso sentir e saborear a minha infância.

por Jucinei Pinheiro

Fonte:

www.brasilescola.uol.com.br/historia/o-cafe-no-brasil-suas-origens.htm

www.kayna.com.br

Para saber mais :

Historia do café, Ana Luiza Martins, Editora Contexto.

http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=38

http://revistacafeicultura.com.br/?mat=40384

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